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sábado, 30 de maio de 2009

Paralisação 28/05

Após uma vitoriosa assembléia dos estudantes, foi deliberada por unanimidade uma paralisação para a UNIFESP-BS.

Cansados de aguardar a burocracia institucional, os estudantes escolheram outro caminho para reivindicar as deficiências estruturais e organizacionais, que vão desde a instalação do campus definitivo, até as questões de apoio à permanência estudantil lutando contra a ausência de Bandejão,moradia, transporte, entre outras consequências a que somos submetidos por conta do REUNI.
A construção da paralisação aconteceu com a exibição do vídeo-denuncia em todas as salas de aula (em breve no youtube) e com a panfletagem convocatória para que todos os estudantes na manhã do dia 28/05 se concentrassem na unidade da ponta da praia para debater as reivindicações centrais de um ato, o qual foi definido como um "marmitaço" que sairia da unidade da pta. da praia e caminharia em direção a balsa.
A Paralisação

O início das atividades ocorreu as 8:30 da manhã, em que importantes pautas e reivindicações foram construídas, tais como:
  1. Pela construção imediata do campus definitivo.
  2. Pela necessidade de políticas de permanência estudantil apresentadas na forma de serviços na construção do bandejão, moradia, transporte, assistência a saúde no campus, entre outras.
  3. Pelo fim do Reuni, entendendo que os problemas a cima são consequências diretas desse projeto, logo por uma expansão de qualidade e não "uma expansão que é só fachada, que garante a vaga e não nos dá mais nada."(palavra de ordem do ato).
  4. Pela unificação da pauta nacional do movimento estudantil com a construção do congresso nacional de estudantes( 11 a 14 de Junho-UFRJ).


Durante o ato, cerca de 200 estudantes ecoaram pela avenida da praia e na região de acesso a balsa, palavras de ordem como "Ai que bom seria se a unifesp tivesse moradia!Ai como era bom, se a unifesp tivesse bandejão" ou ainda.."Nas ruas, nas praças quem disse que sumiu?Aqui está presente o movimento estudantil!" entre tantas outras como "não pago, não pagaria, educação não é mercadoria".

Após a ida até a balsa, os estudantes retornaram a unidade e entraram dentro do campus fazendo um panelaço,com a seguinte palavra de ordem:"vem, vem, vem pra luta vem, você também!"chamando os técnicos administrativos e professores, para que se incorporassem a luta dos estudantes.

Seguindo a mesma lógica e entendendo que precisamos da mobilização de todas as categorias, foi realizado um chamado para uma possível assembléia geral do campus para a articulação de uma pauta unificada dos três setores, no entanto, a categoria dos docentes não aderiu a idéia da assembléia geral, comprometendo-se inicialmente a pensar na possibilidade de referendar o movimento, ainda assim com ressalvas, já que não é viável, segundo a postura do colegiado de campus (órgão máximo do campus) referendar o pedido pela moradia estudantil, já que esse, segundo eles, não e uma política da unifesp.Em relação aos técnicos administrativos, estamos aguardando um posicionamento.


O período da tarde prosseguiu com discussões, principalmente envolvendo falas dos estudantes que acompanharam a visita do assessor de assuntos estudantis da reitoria da unifesp, que fizeram os repasses da visita e que pontuaram a necessidade de acompanharmos de perto todos os processos burocráticos a cerca da concretização das promessas feitas ao redor de nossas pautas;dessa forma foi colocada a possibilidade de formação de uma comissão fiscalizadora que faria esse trabalho de articulação com a reitoria.

Foram pensadas também, as táticas para um ato tirado em ultima assembléia, que se realizará no PIBIC (congresso de apresentação de trabalhos científicos da unifesp) o qual é realizado no cmapus da Unifesp-SP e nesse espaço exibiríamos nossos pôsters como "Trabalho de conclusão de Campus", ou "Os impactos da falta de políticas de permanência estudantil".. entre outros possíveis temas. A construção dos pôsters e panfletos para a manifestação de terça-feira 02/02, foi marcada para o horário de almoço na segunda-feira na pta da praia, para o mesmo dia ás 18h foi marcada também a reunião aberta do centro acadêmico para avaliação da mobilização e os próximos passos para o movimento.
Além disso foi relatado o espaço do Fórum do eixo do Trabalho em saúde, que acontecerá na próxima quinta feira, na pta da praia, ás 16h, um ótimo espaço pois, além de discutir o eixo e o projeto político pedagógico do campus, esse seria um importante momento para levar a discussão do movimento para a categoria dos docentes, visando a construção da assembléia geral do campus.
Acompanhe mais notícias sobre a mobilização em:
A luta está apenas começando...

quinta-feira, 16 de abril de 2009

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 485, DE 2008

Autoriza a criação da Universidade Federal do Litoral Paulista, com sede na cidade de Santos, pelo Desmembramentodo campus Baixada Santista da Universidade Federal de São Paulo.
O Congresso Nacional decreta:
-Art. 1º Fica o Poder Executivo autorizado a criar, com sede na cidade de Santos, a Universidade Federal do Litoral Paulista, por meio do desmembramento do campus Baixada Santista da Universidade Federal de São Paulo.
-Art. 2º O objetivo da Universidade Federal do Litoral Paulista é a oferta de educação superior, por meio de cursos de graduação e pós-graduação, bem como o atendimento às demandas de pesquisa e extensão da região, com foco nas temáticas e nas perspectivas de desenvolvimento da economia e da sociedade do litoral paulista.
-Art. 3º Fica o Poder Executivo autorizado a criar os cargos e funções de direção, de gestão acadêmica e administrativa, bem como os de docência que se fizerem necessários ao funcionamento da Universidade, correndo os gastos por conta de dotações próprias do Orçamento da União.
-Art. 4º Estatuto e Regimentos estruturarão os órgãos colegiados e as unidades administrativas e definirão suas competências e atribuições, de modo a satisfazer as exigências legais e consolidar a autonomia universitária.
-Art. 5º esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
Justificação
Inseridos que estamos, mundialmente, na nova sociedade do conhecimento, é desnecessário enumerar os elementos que justificam a fundação e desenvolvimento de universidades em nosso País. Não teremos um País soberano sem o desenvolvimento da ciência, da tecnologia, das artes e da cultura, extensivo à maioria de sua população, como proposta educativa das novas gerações.
A Universidade Federal do Litoral Paulista se inscreve nesta lógica. Mais ainda: é um ato de justiça da União para com o Estado de São Paulo. Com efeito, talvez pelo fato de o Governo Estadual paulista ter-se adiantado ao da União, desde 1932, na implantação do ensino universitário no Estado de São Paulo, ou, ainda, pelo fato de este ter-se destacado dentre os demais por seu desenvolvimento industrial e conseqüente potencial de receita pública, o Ministério da Educação nunca considerou as imensas demandas de sua população jovem como um desafio para a oferta da educação superior com verbas federais. Enquanto estados como Minas Gerais e Rio Grande do Sul, com menor demanda demográfica, recebiam a fundação de numerosas universidades geridas e financiadas pela União, São Paulo foi agraciado somente com a Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR) no interior e com uma Escola de Medicina, embora de excelência, na capital – que, recentemente,se transformou na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Estudo da consultoria do Senado provou que, entre os estados do Brasil, São Paulo é, de longe, o de menor investimento per capita da União em educação superior, apesar de ser o estado mais rico da Federação.
O movimento de ampliação da oferta de educação superior federal, empreendido pelo atual Governo Federal, beneficiou o Estado de São Paulo, com a criação de novos campi da UFSCAR e da UNIFESP. Mas ainda está longe o atendimento, com educação pública e gratuita, dos milhões de jovens e adultos que procuram o ensino universitário.
Ontem, dentro da reunião que marcamos para discutirmos as questões relacionadas ao estatuto, nós, os estudantes, também discutimos amplamente esse projeto de lei. Apesar de não termos grandes esclarecimentos de como tudo isso se construiu, já nos posicionamos com indignação a não consulta a comunidade Unifesp Baixada Santista na formulação desse projeto.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

MEC rejeita lista tríplice para escolha de reitor da Unifesp

por Agência Brasil

O MEC (Ministério da Educação) rejeitou a lista tríplice de candidatos a reitor enviada pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e ordenou que a instituição realize uma nova consulta ao seu conselho universitário para elaboração de uma nova lista de três nomes para o cargo. A decisão foi tomada pelo ministério no último dia 22 e confirmada na tarde de terça (6) pela Unifesp.

De acordo com o MEC, o processo de elaboração da lista tríplice para reitoria realizado pelo conselho da Unifesp não seguiu o estabelecido na lei nº 9192/95 e, por isso, foi rejeitado. Pela legislação, a lista deve conter os nomes dos três candidatos mais votados em votação única do Conselho. A Unifesp, entretanto, fez três votações e tirou um nome por evento.

Com a rejeição, o conselho da universidade terá de realizar uma nova votação e tirar uma nova lista. Os nomes serão novamente encaminhados ao MEC, o qual então determinará quem substituirá o atual reitor Marcos Pacheco de Toledo Ferraz.

Ferraz ocupa a reitoria temporária da Unifesp desde agosto. Ele foi empossado dias depois de o então reitor Ulysses Fagundes Neto pedir demissão da universidade, após suspeitas de irregularidades no uso do cartão corporativo do governo federal.

Atualmente, Fagundes Neto é alvo de uma ação civil pública movida pelo MPF (Ministério Público Federal) em São Paulo e a AGU (Advogacia Geral da União).
Ainda nesta tarde, a assessoria de imprensa da Unifesp refutou a possibilidade de fraude no processo eleitoral. Afirmou que a rejeição da lista é uma formalidade.

A Unifesp disse que, ainda este mês, uma reunião do conselho definirá como será feito o novo processo eleitoral. Segundo o MEC, a instituição deve empossar o novo reitor até fevereiro.
Da lista enviada pela Unifesp e rejeitada pelo MEC, constavam os seguintes candidatos: Aron Jurkiewicz, professor de farmacologia; Ricardo Luiz Smith, professor de anatonia; e Walter Manna Albertoni, ex-pró-reitor na gestão de Fagundes Neto e professor do departamento de traumatologia. O último foi incluído na lista do Conselho após ser indicado, em eleição, para o cargo de reitor pela comunidade universitária.
Vinicius Konchinski
FONTE: http://educacao.uol.com.br/ultnot/2009/01/07/ult105u7446.jhtm

Nota:
Por problemas de comunicação na volta das férias, não pudemos fechar uma nota com todos os membros da gestão, no entanto um posicionamento firme e crítico quanto a maneira de atuação do conselho universitário da UNIFESP (CONSU) se faz necessária.

O conselho universitário, desrespeitou critérios legais durante a indicação dos concorrentes à reitoria, agindo de maneira não transparente e até mesmo desrespeitosa com a comunidade acadêmica.

A intervenção do MEC rejeitando a lista tríplice é uma demonstração clara, que infelismente nosso CONSU, continua adotando uma postura dúbia, nada transparente, e pouco plural, validando até mesmo intervenções do MEC nas decisões de uma Universidade Federal.

É inadimissível, que o conservadorismo das formas em que a instituição funciona e os posicionamentos tradicionalistas das elites que compõe esse conselho, continuem agindo dessa mesma maneira e cometendo os mesmos erros, por falta de capacidade de abertura, por medo de perder suas cadeiras de ouro, e por isso, persistem nos seus projetos que pouco parecem conhecer as realidades dos campi, aceitando por exemplo a política de expansão do ReUni, a qual aumenta o acesso mas infelismente não garante a qualidade do ensino, entre tantos outros projetos falhos, ou até memso inexistentes como o de políticas de permanência estudantil;os quais a própria comunidade acadêmica denunciou e continuará denunciando.

Diretório Acadêmico.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

MPF entra com ação contra ex-reitor da Unifesp

Colaboração para a Folha Online
O Ministério Público Federal em São Paulo ajuizou na última segunda-feira (15), ação de improbidade administrativa, com pedido de liminar, contra o ex-reitor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Ulysses Fagundes Neto, e a procuradora-geral da Universidade, Lilian Ribeiro, por terem feito ilegalmente um acordo para a desapropriação de um imóvel na Vila Clementino, em São Paulo.

Com objetivo de ampliar o campus da universidade, a Unifesp firmou o acordo com o proprietário do imóvel. Para o MPF, a procuradora da universidade burlou disposições constitucionais. "O dolo e a má-fé dos réus são cristalinos, pois com o único intuito de fazer seus próprios interesses, o ex-reitor e a procuradora da universidade ignoraram a legalidade a que deveriam se submeter invariavelmente", ressaltou a procuradora da República Inês Virgínia Prado Soares.

Antes da homologação judicial do acordo, a Procuradoria-Geral Federal emitiu nota firmando posição contrária ao acordo, pois o mesmo violaria o princípio da legalidade. Mesmo com a orientação superior, a procuradora da universidade prosseguiu com acordo, que acabou homologado pela Justiça Federal. Entretanto, após recurso, o Tribunal Regional Federal suspendeu o acordo.

Em liminar, o MPF requer o afastamento provisório de Lilian Ribeiro por 60 dias para que o andamento das investigações não seja prejudicado. Não foi pedido o afastamento de Fagundes Neto, porque o ex-reitor já não ocupa mais cargo na reitoria.

Ao final da ação, o MPF pede que os acusados sejam condenados a pagar uma multa civil de cem vezes a remuneração recebida, à perda da função pública e à proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios ou invetivos fiscais e de crédito.

A Unifesp se comprometeu a pagar R$ 216,5 mil à proprietário do imóvel. A procuradora considera que a autorização para expropriação, sem a expedição de precatório para o pagamento de débitos da Fazenda Pública anteriores, ocorreu em desacordo com a legislação.

Para o MPF, apesar de o negócio não configurar lesão à União ou enriquecimento ilícito dos acusados, demonstra falta de cuidado com o dinheiro e a administração públicas.

A Folha Online procurou a Unifesp para comentar o caso, mas não teve sucesso. Assim que a universidade se manifestar, sua versão sobre os fatos será incluída neste texto.

Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u481779.shtml


Nota do Diretório Acadêmico.


Mais um vez, temos provas concretas que estivemos certos, quando levantamos as questões de corrupção, mau uso e administração do dinheiro público, ausência de transparência, falta de democracia interna e com toda certeza a falta de planejamento nas políticas de expansão dos campi, agravadas ainda pelo ReUni, as quais já nos são de praxe.
(Diretório Acadêmico)

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Marcos Ferraz assume como reitor temporário da Unifesp após renúncia coletiva

GISELLI SOUZA
colaboração para a Folha Online

Após renúncia coletiva do comando da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) na manhã desta quarta-feira, o Conselho Universitário da instituição indicou o professor Marcos Ferraz como reitor temporário por dois meses. Se confirmado, Ferraz vai substituir Ulysses Fagundes Neto, que na segunda-feira renunciou ao cargo de reitor.

Segundo o professor José Orlando Bordin, integrante do conselho, o nome de Ferraz, que atua na área de psiquiatria, será encaminhado ao ministro Fernando Haddad (Educação) para confirmação.

Hoje pela manhã, também renunciaram o vice-reitor, Sérgio Tufik, o chefe-de-gabinete da reitoria, Reinaldo Salomão, e outros quatro pró-reitores da instituição: Luiz Eugênio de Mello (graduação), Helena Nader (pesquisa e pós-graduação), Walter Albertoni (extensão) e Sérgio Dribi (administração).

A renúncia de Fagundes Neto ocorreu após reportagem da Folha informar que relatório da Secretaria de Controle Externo do Estado de São Paulo, do TCU (Tribunal de Contas da União) apontarem irregularidades nos seus gastos de viagem do reitor, entre 2006 e 2007.

Fagundes Neto é suspeito de desviar R$ 229.550,06 dos cofres públicos. Segundo o TCU (Tribunal de Contas da União), Fagundes Neto usou irregularmente recursos do Estado para pagamento de itens de consumo de luxo, cometeu desvio de finalidade, burlou o regime de dedicação exclusiva, realizou viagens não autorizadas ou com prazo superior ao estritamente necessário.

Ontem, o Ministério Público Federal em São Paulo e a AGU (Advocacia Geral da União) protocolaram uma ação civil pública por improbidade administrativa na Justiça Federal contra o ex-reitor. Na ação, o procurador Sergio Suiama pede uma liminar para bloquear os bens e quebrar os sigilos bancário e fiscal de Fagundes Neto.

Além do reitor, o procurador também cita na ação Sérgio Tufik, Reinaldo Salomão, e a ex-chefe-de-gabinete da reitoria Lucila Amaral Carneiro Vianna. Segundo a Procuradoria, eles são réus porque participaram dos supostos atos ilegais praticados dentro da universidade.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u438387.shtml

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Alunos da Unifesp não querem que vice assuma reitoria; pró-reitores colocam cargo "à disposição"


Gabriela Agustini
e Mariana Tramontina
Em São Paulo

Os alunos da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) que estão acampados em frente ao prédio da reitoria, na zona sul da capital paulista, não querem que o vice-reitor da instituição, Sergio Tufik, assuma o cargo renunciado ontem por Ulysses Fagundes Neto. Essa é a motivação que o coordenador geral do DCE Tiago Cherbo, 23, atribui ao movimento dos colegas, que pedem a saída de todos os envolvidos em irregularidades.

Na tarde desta terça-feira (26), os quatro pró-reitores colocaram o cargo à disposição da direção da universidade. São eles Luiz Eugênio Mello (graduação), Helena Nader (pesquisa e pós-graduação), Sergio Antonio Draibe (administração) e Walter Manna Albertoni (extensão).

"Isso é de praxe nessas situações. Colocamos nossos cargos, que são de confiança, à disposição em respeito ao reitor e para simplificar o processo para a nova gestão. Já entreguei minha carta à reitoria", disse Luiz Eugênio ao UOL Educação.

Nesta quarta (27), o Conselho Universitário se reunirá a partir das 8h30 para decidir os rumos da universidade. Tufik passa a responder interinamente pelo comando da universidade e tem 60 dias para realizar o processo de escolha do novo

Para Tiago Cherbo, Tufik está envolvido no "mesmo esquema de corrupção" do reitor. "Um assinava embaixo do outro tudo o que faziam. Não temos prazo para sair daqui e não vamos deixar que ele assuma o cargo", disse o estudante de ciências biomédicas.

Onze barracas estão armadas no prédio --a maior parte dos alunos são do campus de Guarulhos e não quiseram se identificar por causa de um processo de sindicância que corre devido a uma outra ocupação na universidade. Segundo os alunos, cerca de 70 estudantes passaram a noite no local.

O caso
Conforme publicado na Folha de S. Paulo, o TCU (Tribunal de Conta da União) aponta viagens irregulares no uso do cartão corporativo em nome da Unifesp por parte de Fagundes Neto. Os fiscais propõem a devolução de R$ 229.550,06 aos cofres públicos.

A renúncia na Unifesp é a segunda baixa entre reitores flagrados usando irregularmente cartões de crédito corporativos. A primeira abateu o reitor da UnB (Universidade de Brasília), Timothy Mulholand, no dia 14 de abril.

Fonte: http://educacao.uol.com.br/ultnot/2008/08/26/ult105u6878.jhtm

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Carta de Renúncia - Ulysses

"Prezados colegas,

Assumi o cargo de reitor desta Universidade pela primeira vez em julho de 2003. Após meu primeira mandato, fui novamente eleito pelos meus pares em 2007, numa demonstração de confiança em relação ao caminho que a atual gestão escolheu para a Unifesp.

Foram cinco anos de muito trabalho e empenho da minha parte e de todos da equipe que esteve ao meu lado. Os senhores e senhoras deste Conselho irão se lembrar da situação da Unifesp que encontramos ao assumirmos a gestão em 2003. Contas em atraso, dívidas com fornecedores e orçamento limitado frente às necessidades.

Hoje, podemos dizer com segurança que demos passos consistentes em direção a um futuro mais promissor e de relevância cada vez maior no ensino superior brasileiro. As finanças da instituição encontram-se em dia. Nosso orçamento, embora ainda restrito perante as necessidades, vem crescendo paulatinamente.

Maior motivo de orgulho da atual gestão, a Unifesp é hoje uma Universidade Plena, presente em cinco municípios do Estado de São Paulo e oferecendo um ensino público gratuito e de elevada qualidade a uma parcela maior de jovens brasileiros. Passamos de cinco para 19 cursos de graduação ministrados, agregando mais de 1.200 novas vagas a cada vestibular.

Fomos a primeira universidade federal a contratar professores titulares para os novos campi dentro do programa de expansão do ensino superior do governo federal, numa demonstração clara e inequívoca de aposta na qualidade. Criamos a FAP (Fundação de Apoio à Pesquisa), destinando recursos e infra-estrutura para que a Unifesp continue sendo referência em pesquisa.

O trabalho realizado muito me orgulha. Tenho certeza de que todos, assim como eu, veneramos nossa instituição e faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para alçá-la a patamares ainda mais elevados dentro do universo do ensino superior brasileiro.

Infelizmente, o envolvimento do meu nome no noticiário recente sobre gastos realizados em viagens de trabalho exige de mim tempo e disposição para minha argumentação e defesa. Preferiria dedicar à instituição essa energia, mas sou obrigado, neste momento, a desviar o foco de minha atenção.

Com todo o respeito que tenho pela Unifesp, não caberia continuar exercendo o cargo de reitor com a atenção voltada para outros assuntos. Sendo assim, apresento aos senhores e senhoras deste Conselho meu pedido de renúncia em caráter irrevogável e imediato.

Meu alento, neste momento, é saber que o trabalho realizado nos últimos cinco anos encaminha a Unifesp para um papel de relevância e de extrema importância na construção de um futuro melhor para a sociedade brasileira. Tenho certeza de que os gestores que assumirão o cargo tão logo seja ratificada minha renúncia irão não somente preservar, mas principalmente ampliar as conquistas realizadas.

Muito obrigado a todos.

Ulysses Fagundes Neto"

Notícias do (ex) Reitor




Reitor da Unifesp decide renunciar após suspeita de gastos irregulares

LAURA CAPRIGLIONE

O reitor da Universidade Federal de São Paulo, Ulysses Fagundes Neto, decidiu ontem que apresentará na próxima quarta-feira, em reunião do Conselho Universitário da instituição, sua carta-renúncia ao cargo.
A renúncia, em caráter irrevogável, foi decidida depois da divulgação na edição da Folha de hoje, de relatório elaborado pela Secretaria de Controle Externo do Estado de São Paulo, do TCU (Tribunal de Contas da União), sobre irregularidades nos gastos de viagem do reitor, entre 2006 e 2007.
Segundo a equipe de inspeção do TCU, Fagundes Neto usou irregularmente recursos do Estado para pagamento de itens de consumo de luxo, cometeu desvio de finalidade, burla ao regime de dedicação exclusiva, realizou viagens não autorizadas ou com prazo superior ao estritamente necessário. Os fiscais propõem a devolução de R$ 229.550,06 aos cofres públicos.
Às 12h53 de hoje, a secretária do Conselho Universitário Diva R. S. Martins enviou e-mail para todos os membros do colegiado, convocando a reunião de quarta-feira, marcada para as 8h, no anfiteatro Leitão da Cunha, no campus da Unifesp (Vila Mariana, zona sul de São Paulo). Como único ponto da pauta, a secretária escreveu: "carta-renúncia do sr. Reitor".
A assessoria de imprensa da Unifesp afirmou à reportagem da Folha que o reitor ainda não entregou o texto da carta, e que deve fazê-lo apenas no dia da reunião.
Os estudantes organizados no DCE da Unifesp planejavam para o final da tarde a realização de um acampamento em frente à reitoria, como forma de protestar contra "todas as improbidades, além de todo o conjunto de descontroles e irregularidades (...) nas contas da instituição".
A renúncia na Unifesp é a segunda baixa entre reitores flagrados usando irregularmente cartões de crédito corporativos. A primeira abateu o reitor da UnB (Universidade de Brasília), Timothy Mulholand, no dia 14 de abril.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u437664.shtml

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Página do Leitor - Folha de São Paulo (18/06)

Unifesp
"A respeito da reportagem "Documento da Unifesp revela que reitor já era investigado desde 2003" (Brasil, 17/6), venho informar que as contas de minha gestão à frente do Centro de Estudos de Pediatria da Escola Paulista (Cepep) foram analisadas em detalhes por um comitê interno de sócios do centro de estudos e por uma empresa externa de auditoria.Ao fim dos trabalhos da auditoria, ficou constatado que não houve uso de recursos para fins não condizentes com os objetivos do Cepep. Foi sugerida a implantação de melhorias nos procedimentos contábeis da instituição, as quais foram prontamente atendidas a fim de garantir o controle das despesas e a continuidade das atividades.Cabe ainda informar que, ao contrário do que foi publicado, o Cepep não é um órgão da Unifesp. Trata-se de uma entidade inteiramente privada, composta por docentes da universidade."
ULYSSES FAGUNDES NETO , reitor da Unifesp (São Paulo, SP)

Resposta da jornalista Laura Capriglione - Sobre os fatos denunciados pelos quatro docentes da pediatria, a diretoria do Cepep enviou à Folha, em 16/5, e-mail que admite terem sido constatadas "irregularidades" e "descontroles contábeis", além de se ter comprovado "por laudo grafotécnico elaborado por perito de renome" a ocorrência de falsificações de assinaturas na contabilidade da entidade. Em nenhum momento a reportagem tratou o Cepep como um órgão da Unifesp.

Carta Aberta à Comunidade

Caros alunos, servidores, funcionários e professores da Unifesp Dirijo-me a vocês depois de refletir a respeito dos acontecimentos com os quais temos sido confrontados nessas últimas semanas.
Estamos diante de um momento singular: inúmeros objetivos que almejávamos tornaram-se realidade. Nos últimos cinco anos, saneamos com grande esforço uma instituição que atravessava um período de profundas dificuldades. Abrimos quatro novos campi, expandindo nosso alcance geográfico, e criamos 14 novos cursos, democratizando e ampliando o acesso ao ensino público de qualidade. Hoje podemos dizer que a Unifesp tornou-se uma Universidade Plena.Mais do que isso, colhemos agora os frutos do enorme empenho despendido pela nossa comunidade no sentido de adotar procedimentos racionais, de elevar os padrões de excelência acadêmica e de aprimorar a qualidade de nossos serviços de saúde.Infelizmente, uma ofensiva contínua de inverdades, distorções e acusações extremadas tem tentado desviar nossa querida instituição dessa rota de superação e avanço. É possível que o sucesso da Unifesp, que é o sucesso da universidade pública e gratuita, esteja ferindo os interesses não confessados daqueles que vêem a carência de educação no Brasil como uma oportunidade de negócio. A cruzada contra a Unifesp é, nesse sentido, um ataque frontal contra a universidade pública e gratuita.Se houve falhas em nossa universidade, elas foram conseqüência do intenso crescimento de nossas atividades e da necessidade natural de adaptação de nossos procedimentos internos ao novo porte que ganhamos.Sempre tive nossos melhores interesses presentes em todas minhas decisões. Temos uma explicação para cada questionamento e venho tornando-as públicas no momento e fóruns adequados.A vocês, que são parte essencial no sucesso da Unifesp, quero informar primeiramente que não há qualquer questão pendente na Universidade no que diz respeito ao uso de cartões de crédito corporativo. Toda e qualquer pendência foi regularizada formalmente e em tempo. Quero esclarecer também que a Unifesp acatou as recomendações feitas pela Controladoria Geral de União a respeito da prestação de contas sobre os repasses para o custeio dos hospitais de ensino e pesquisa em 2005, e já apresentou as contas para os anos de 2006 e 2007 no formato recomendado.Ressalto que todos os dados a respeito do uso desses recursos estão disponíveis nos balanços publicados pela entidade gestora dos hospitais, a SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina. Os balanços foram publicados no Diário Oficial do Estado e podem ser consultados no site www.spdm.org.br/balancos.Como esclarecimento adicional, informo que a origem dos recursos repassados à SPDM em 2005 foi a seguinte:

(R$)
Convênio Embu/SMS ................................. 720.000,00
Convênio SMS/Hospital Vila Maria ................30.030.231,35
Ministério da Saúde/Gestão Plena Contratualização/SIA/SUS .......................160.736.859,86
Portaria 2411/2004 MEC Reestruturação Hospital de Ensino .........................................393.508,40
Implementação do modelo de assistência à saúde das populações indígenas SMS/UNIFESP/SPDM .......... 30.794,36
Convênio Xingu/Funasa ........................... 1.457.829,67
Convênio Secretaria da Saúde de Minas Gerais ....... 66.000,00
Curso de especialização em Serviço Social no Hospital Universitário ............................. 41.194,72
Outros Convênios .................................... 1.777,66
FNS-Portaria 459/05 Insumos Hospitalares ........... 75.000,00
COF/MEC Baixada Santista .......................... 445.650,00
FNS-Apoio a manutenção da Unidades de Saúde ....... 400.000,00
Portaria 41/2005 SESU/MEC ....................... 5.976.558,00
Emenda Parlamentar 36040018 SESU/MEC .............. 169.945,46
Emenda Parlamentar 36180001 SESU/MEC .............. 255.910,00
SESU/MEC Modernização e recuperação de equipamentos .................................... 1.750.000,00
Convênio 419/2003 FNS ............................. 200.000,00
TOTAL ..........................................203.390.592,07

Após receber os recursos, a SPDM aplicou-os da seguinte forma no custeio dos hospitais de ensino ligados à Unifesp:

Resumo (R$)
Total de Materiais e Medicamentos .............. 63.583.254,36
Total de Serviços de Terceiros ................. 20.092.399,55
Total de Pessoal ............................... 59.344.886,53
Total de Impostos e Taxas ....................... 1.477.131,94
Total de Outros Serviços ........................ 4.150.672,27
Total Financiamento e Parcelamento de Impostos.. 22.734.491,99
Valores Não Utilizados Em Sua Totalidade ........ 2.438.168,64
Total do Hospital São Paulo.................... 173.821.005,28
Total Hospital Vila Maria ...................... 30.030.231,35
Total Maternidade do Embu (MACM) .................. 720.000,00
Total Geral SPDM .............................. 204.571.236,63

Dirijo-me a vocês nesse momento por saber que sua participação é a maior fortaleza na manutenção de nosso projeto comum. A nobreza de nossa missão é a nossa maior certeza de que a levaremos a bom termo.

Cordialmente,

Ulysses Fagundes Neto
Reitor

terça-feira, 17 de junho de 2008

Pronunciamento DCE

Diretório Central dos Estudantes da UNIFESP

Órgão Oficial e Representativo dos Estudantes da Universidade Federal de São Paulo


CARTA À COMUNIDADE UNIFESP

O Diretório Central dos Estudantes da UNIFESP – órgão oficial e representativo dos estudantes da Universidade Federal de São Paulo – se pronuncia em relação às últimas denúncias do problema de prestação de contas nos anos de 2005 e 2006 e ao acontecido na noite de 13/06/2008.

Ocupação é uma das formas de Manifestação Política que, neste caso, foi usada para demonstrar descontentamento e indignação em relação à má Administração da UNIFESP, exigindo a renúncia do reitor Ulysses Fagundes Neto do seu cargo. Em tempo, cabe ressaltar que o DCE não estava informado dessa ação.

Nós, estudantes da UNIFESP exigimos a saída do Reitor. Essa posição foi tirada em Assembléia Geral no dia 16/04/2008 e reafirmada na Assembléia Geral do dia 18/04/2008.

Não podemos aceitar que o dinheiro público seja utilizado para fins pessoais e transferido para órgãos particulares. Infelizmente isso acontece na nossa Universidade. De acordo com as auditorias da CGU (Controladoria Geral da União), a Administração da UNIFESP presta contas não aprovadas em reiteradas oportunidades.

A folha de São Paulo publicou na quarta-feira 11/06/2008 reportagem com várias denúncias. Segundo a reportagem, só em 2005, auditoria da CGU (Controladoria Geral da União), regional São Paulo, apontou falta de prestação de contas de mais de R$ 178 milhões. Ainda não há previsão para o julgamento dessas contas, referentes a 2005 e 2006. A Folha informa que nas auditorias da CGU aparecem problemas que vão muito além do cartão corporativo: "falta de prestação de contas", "pagamentos sem processo licitatório", "direcionamento em processos de dispensa de licitação", "imóveis pertencentes à UNIFESP utilizados comercialmente por terceiros ou sem utilização", "risco de sobrepreço". A lista completa tem 27 irregularidades e impropriedades em 2005 e 67 em 2006.

Cabe a toda comunidade cobrar que o dinheiro público seja usado para a sociedade como um todo.

O DCE é a favor de uma educação pública, gratuita, de qualidade e referenciada socialmente. Precisamos discutir os rumos que daremos a nossa Universidade neste momento de expansão e de reforma do estatuto. Precisamos discutir qual a Universidade que queremos.

São Paulo, 16 de junho de 2008.

DCE-UNIFESP

Gestão "Diálogo 07/08"

sábado, 14 de junho de 2008

Unifesp lamenta depredação de seu prédio por estudantes

A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) repudia a invasão e depredação de seu prédio administrativo, à rua Botucatu, 740, na Vila Clementino, por um grupo de estudantes do campus de Guarulhos, na madrugada deste sábado (14/06). Encapuzados e armados com barras de ferro, chaves de fenda e marretas, os estudantes ergueram barricadas, agrediram quatro seguranças, quebraram móveis, vidros, portas e telefones, conseguindo alcançar o terceiro andar do edifício. Alguns entraram pela porta principal do prédio e outros pelo pronto-socorro, à rua Pedro de Toledo, 720, causando pânico no local. Não chegaram à reitoria porque houve intervenção da Polícia Militar, chamada pelos seguranças.

A invasão ocorreu por volta da 1h15, numa ação não aprovada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) e também repudiada por alunos do campus da Vila Clementino, que chegaram ao local já na manhã deste sábado, para participar de atividades acadêmicas rotineiras. Os invasores foram levados ao 16º Distrito Policial da Capital, onde prestaram depoimento ao delegado de plantão, sendo liberados por volta das 6 horas. Agentes da Polícia Federal, pois o prédio pertence à União, encarregaram-se de fazer perícia, para instrumentalizar inquérito sobre a ocorrência.
Para a Unifesp, nada justifica ato de vandalismo de tamanha violência. Também não se sustenta o argumento dos alunos para a invasão, motivada por matéria jornalística que noticia questionamentos da Controladoria Geral da União (CGU) à prestação de contas da Universidade, relativa aos anos de 2005 e 2006. Tais questionamentos, que não são conclusivos, serão devidamente esclarecidos pela universidade, por meio de documentação referente à lisura dos procedimentos. Ou seja, os estudantes fizeram julgamento sumário e precipitado para a prática de um ato absolutamente ilegal.

A ação dos alunos, que agiram à revelia de qualquer assembléia e de decisão democrática do DCE contra a ocupação da reitoria, extrapola ao direito de manifestação. A Unifesp, em decisão colegiada, adotará as medidas administrativas cabíveis.

Unifesp - Assessoria de Imprensa - 14 de junho de 2008

CGU lista 94 irregularidades na Unifesp, que omite gastos

CGU lista 94 irregularidades na Unifesp, que omite gastos

Alvo da CPI dos Cartões, universidade deixou de apresentar contas de R$ 178 mi

Controladoria apontou em 2005 e 2006 problemas na entidade como "risco de sobrepreço" e "pagamentos sem processo licitatório"

LAURA CAPRIGLIONE
FERNANDO BARROS DE MELLO
DA REPORTAGEM LOCAL

Estrela involuntária na CPI dos Cartões depois de constatado que tinha feito gastos de caráter estritamente pessoal e pendurado a conta (de cerca de R$ 12 mil) na fatura do governo, o reitor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Ulysses Fagundes Neto, terá de se explicar no TCU (Tribunal de Contas da União) a respeito de contas que envolvem cifras bem mais vultosas.
Ainda não há previsão para o julgamento dessas contas, referentes a 2005 e 2006. Só em 2005, auditoria da CGU (Controladoria Geral da União), regional São Paulo, apontou falta de prestação de contas de mais de R$ 178 milhões.
Nas auditorias da CGU aparecem problemas que vão muito além do cartão corporativo: "falta de prestação de contas", "pagamentos sem processo licitatório", "direcionamento em processos de dispensa de licitação", "imóveis pertencentes à Unifesp utilizados comercialmente por terceiros ou sem utilização", "risco de sobrepreço".
A lista completa tem 27 irregularidades e impropriedades em 2005 e 67 em 2006.
Um funcionário público federal qualificou o conjunto da obra como "candidato ao Oscar de efeitos especiais de ocultação de malfeitorias".
No relatório de 2005, por exemplo, a CGU acusa a "prática sistemática de transferir a execução das despesas para a SPDM -Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina [entidade de direito privado que atua como mantenedora do Hospital São Paulo e de mais quatro hospitais no Estado de São Paulo]".

Segundo um docente que prefere se manter incógnito, a Unifesp arca com a maioria dos custos e transfere os recursos para a SPDM executar o trabalho em seu nome -na presunção de que a entidade privada passe por controles menos rigorosos do que os aplicáveis à administração universitária.
A CGU constatou que a Unifesp repassou à SPDM em 2005 R$ 203.390.592,07 provenientes do Ministério da Saúde, do Fundo Nacional de Saúde, além de convênios "firmados por Estado e municípios com a Unifesp como convenente".
Em 2005, entretanto, a SPDM só franqueou à controladoria a relação dos pagamentos que totalizaram 12,07% do valor repassado pela Unifesp à SPDM, ou R$ 24.545.991,25.
Quanto aos demais R$ 178.844.600,82, a SPDM não justificou os gastos realizados, argumentando que, como empresa privada sem fins lucrativos, não tem "obrigação legal de permitir a devassa de sua contabilidade pela CGU".
A CGU não aceitou o argumento. Considerou que se trata de "omissão dolosa no cerceamento de acesso à execução orçamentária terceirizada".

Diagnóstico
Em outra relação, com a Secretaria Municipal de Saúde, mais problemas. Em fevereiro de 2005, a prefeitura contratou com dispensa de licitação a execução de serviços laboratoriais pela Unifesp. Aceitou a Afip (Associação Fundo de Serviço à Psicofarmacologia), entidade sem fins lucrativos presidida pelo vice-reitor da Unifesp, Sergio Tufik, como interveniente. Na prática, o convênio, que previa remuneração mensal de até R$ 2.837.767,01, implicava a universidade em responsabilidade trabalhistas, previdenciárias, sociais, fiscais e comerciais resultantes de vínculo empregatício. A Unifesp não recebeu nem sequer a prestação de contas das despesas efetuadas.
Diz a CGU: "A Afip funciona com os mesmos recursos humanos e físicos (funcionários e endereço) de um dos maiores laboratórios privados de São Paulo, o Centro de Diagnósticos Brasil (CDB)".

Cruzando os CPFs de funcionários da Unifesp e os de sócios de empresas registradas no CNPJ, a controladoria afirma que o vice-reitor da Unifesp é também sócio de diversos empreendimentos comerciais, entre os quais destaca-se a empresa SIT Sistemas Hospitalares e Diagnósticos Ltda., cujo nome de fantasia é Centro de Diagnósticos Brasil. Tufik figura como dono de 57,5% da SIT.
Tufik também possui 55% da empresa TKS Sistemas Radiológicos Ltda., que tem mesmo endereço do CDB.
Segundo a auditoria, a relação Unifesp-Afip-CDB-TKS apresenta "dificuldade em delimitar o público do privado do ponto de vista da prestação do serviço e da destinação da receita". Avaliação sobre a atitude do gestor: "Ação dolosa."
Os relatórios de auditoria da CGU-Regional São Paulo incluem pagamentos em duplicidade a funcionários, dispensa de licitações para obras de ampliação de instalações e até para a aquisição de 700 cadeiras universitárias para o novo campus da Baixada Santista.
As últimas contas da Unifesp apreciadas pelo TCU foram as de 2003, quando o reitor era Hélio Egydio Nogueira e o vice, Ulysses Fagundes. Na ocasião, o TCU considerou ter havido "reincidência no descumprimento de determinações do tribunal". Multou o reitor e seu vice em R$ 3.000 cada um.

Folha de São Paulo - 11 de junho de 2008

terça-feira, 20 de maio de 2008

Reitor da Unifesp falta à CPI para viajar e irrita parlamentares

BRASÍLIA - O reitor da Unifesp, Vinícus Fagundes, irritou os parlamentares da CPI Mista dos Cartões Corporativos ao faltar ao seu depoimento, no qual explicaria gastos na Disney com dinheiro público. Fagundes alegou um compromisso no exterior, fato pelo qual o deputado Carlos Willian (PTC-MG) pediu o cancelamento do passaporte do reitor pela a Polícia Federal (PF).

“O reitor tem que vir aqui, nem que seja debaixo de vara. Ele não tem estatura para representar o Brasil o exterior, ele tem que dar explicações à sociedade”, afirmou Carlos Willian, que apresentou um requerimento pedindo o cancelamento do passaporte de Vinícius Fagundes.
A irritação também foi demonstrada por oposicionistas. “O reitor levou de novo o cartão corporativo [nessa nova viagem]? Isso é farra com dinheiro público”, reclamou o deputado Índio da Costa (DEM-RJ).
A CPI ainda discutirá a convocação do reitor, o que obrigaria Fagundes a comparecer à CPI sob pena de responder por crime de responsabilidade. O depoimento desta terça, adiado, foi suscitado por meio de convite, pelo qual a presença do depoente não é obrigatória.

Fonte: Últimos Segundos - IG

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Assembléia - DIA 25/04

Devidos a problemas de logística só está sendo possível postar agora as informações sobre a assembléia ocorrida em São Paulo no dia 25 de abril às 18 horas.

Antes de tudo, é necessário parabenizar pela organização obtida nessa assembléia, que foi muito melhor se comparada a anterior. Ficou estabelecido que nessa assembléia haveriam 10 informes e 20 falas para encaminhamentos de propostas, que também deveriam ser enviadas à mesa por escrito.

Depois de escolhida a mesa foram feitos os informes.

A primeira pessoa a falar foi uma estudante de fonoaudiologia, que nos relatou que a Fono se encontrava paralisada, pois o prédio no qual eles estavam instalados uma reforma já estava sendo feita há muito tempo, e em nenhum momento eles foram ouvidos com relação a necessidade de mudança do local onde eles se encontram. E culminou que nos últimos dias uma britadeira atravessou o chão e quase acertou um estudante que estava no prédio, além do fato de que realizar testes auditivos com uma obra ao seu redor é absurdo.

Os informes continuaram no sentido do campus Guarulhos notificar a assembléia sobre a retirada das câmeras que haviam sido colocadas em pontos estratégicos de seu campus, como no local de realização das assembléias, nas portas do CA, etc.

Ainda foram repassadas diversas informações, como o que ocorreu na assembléia da medicina, que escreveu uma carta aberta à sociedade; a enfermagem contou sobre o ato silencioso realizado na própria sexta feira; foram realizados informes no que tange à ocupação da reitoria, greve geral e afastamento do reitor; foi discutido também o posicionamento da mídia que havia declarado que tanto os estudantes como os professores apoiavam o reitor.

Depois disso foram encaminhadas cerca de 20 propostas que culminaram no seguinte:

- que as próximas assembléias gerais sejam rotativas, sendo o campus realizado escolhido por sorteio.
- anulação do plebiscito realizado, sendo o mesmo prorrogado (sem data definida).
- um convite para um diálogo com o reitor através de uma audiência pública.
- a feitura de um documento apoiando uma investigação mais rigorosa.
- um ato público no próximo dia que a comissão do estatuto se reunir.
- construção de um pedido de retirada da sindicância contra os estudantes de Guarulhos.
- a exigência de uma prestação de contas.
- um ato silencioso a ser resolvido a data.
- a aprovação da manutenção do movimento “Fora Ulysses”.
- uma moção de apoio ao curso de fonoaudiologia.
- indicativo de greve.
- indicativo de ocupação.

Não foram aprovadas as propostas de greve, ocupação da reitoria ou acampamento perto da mesma. Assim como propostas como a do afastamento do reitor não foram votadas por incompatibilidade cm propostas aprovadas como a da manutenção do movimento “Fora Ulysses”.

Para deliberar sobre as próximas ações foram formadas 2 comissões, uma para deliberar sobre quais ações tomar compostas por 1 de cada curso e outra aberta, para deliberar sobre como escrever os documentos que foram aprovados pela assembléia para serem feitos.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Reunião 22/04

Ontem, 23 de abril, houve uma reunião entre alguns dos interessados na discussão da situação atual da Unifesp, conforme aviso e convite à reunião feitos em sala de aula.

A reunião ocorreu por volta das 18h e tinha cerca de 35 participantes.

Entre as diversas falas dos estudantes, os assuntos mais pautados foram:

- a impulsividade de alguns estudantes da Unifesp BS na última assembléia geral, julgando que alguns estudantes foram pegos de surpresa pelos acontecimentos e somente agora elaboraram todas as informações e se sentem preparados para uma assembléia geral.
- o questionamento da retirada do reitor Ulysses, propondo um afastamento do mesmo.
- relação entre CA’s e DCE.
- escolha dos representantes para a ida a São Paulo, na reunião hoje entre os campi.
- proto-formação das comissões mobilizadoras, já tendo um representante para a comissão de transporte, o estudante Rafael, primeiranista de T.O.

Ainda tivemos a presença de representantes do CES, para maiores informações sobre o que é e como funciona o CES visite: http://blogdoces.org/ . Nessa visita, fizeram um apanhado geral sobre a constituição histórica do CONSU. Além de discutirem conosco a manutenção de um fórum permanente de discussão e de uma maior articulação com o movimento estudantil das outras federais.

quem procura acha

TCU cobra R$ 140 mil do reitor da Unifesp
Valor devido é por Fagundes Neto ter acumulado serviço público com atividade privada, em consultório

LILIAN CHRISTOFOLETTI
DA REPORTAGEM LOCAL

O TCU (Tribunal de Contas da União) cobra do reitor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), o médico Ulysses Fagundes Neto, a devolução de pelo menos R$ 140 mil por quatro anos em que acumulou indevidamente o serviço público com a atividade privada.
Fagundes Neto ganhou destaque na imprensa após ser acusado de usar o cartão corporativo para despesas pessoais em viagens para o exterior. Por conta da repercussão, ele devolveu o que gastou no cartão desde 2006 -cerca de R$ 85 mil- e diz esperar ser ressarcido pelos gastos corretos.
Em relatório, técnicos do TCU disseram que o reitor burlou o regime de dedicação exclusiva ao qual se submeteu em julho de 2003, quando assumiu a reitoria. Por esse modelo, ele é obrigado a trabalhar apenas para a universidade.
Em troca, o salário base de R$ 2.956 por 40 horas semanais passa para R$ 5.376, segundo informou o Ministério da Educação -o órgão não revelou o rendimento do reitor e este, por sua vez, disse que não falaria por temer seqüestros.
Apesar da proibição, várias seguradoras de planos de saúde informaram ao TCU que o reitor atendeu a pacientes particulares entre fevereiro de 2004 e dezembro de 2007, período analisado pelos técnicos.
A auditoria, concluída em março, determinou a Fagundes Neto que devolva à Unifesp a diferença salarial obtida por ele graças ao regime de dedicação exclusiva -cerca de R$ 140 mil.
Para chegar ao valor, os fiscais disseram que partiram da premissa de que, "na melhor das hipóteses", ele cumpriu a jornada de 40 horas.
O relatório será analisado pelos ministros do TCU. Cópia foi enviada ao procurador da República Sérgio Suiama, que apura eventual prática de improbidade administrativa.
O TCU reuniu notas fiscais emitidas entre 2004 e 2007 por Fagundes Neto, especialista em gastroenterologia. Delas constam a assinatura e o carimbo do reitor e o endereço de uma clínica. As consultas variaram de R$ 110 a R$ 730.
O TCU apontou ainda outros 46 funcionários da Unifesp com regime de dedicação exclusiva que exercem funções privadas. No total, o órgão cobra a devolução de R$ 3,6 milhões, em valor não-atualizado.
Chamado a depor na Procuradoria, em novembro de 2005, após denúncia de um ex-servidor, o reitor disse desconhecer que docentes em regime de dedicação exclusiva exerçam atividade privada. Afirmou que atende "esporadicamente" a pacientes privados e a diferença salarial entre os regimes de trabalho é "indiferente".
Hoje, os professores da Unifesp se reúnem em assembléia para decidir se apoiarão os estudantes, que querem a saída imediata do reitor.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Reunião Online (21/04, 10horas)

Objetivo: Discutir as atividades para os próximos dias

Peço desculpas por não explicar no Post anterior o propósito dessas reuniões realizadas virtualmente. Ocorreram com pelo menos um representante de cada campus, em que as particularidades de cada um foram levadas para combinar os próximos passos do movimento, respeitando a grade horária de todos, já que foi votado, na última assembléia, que não teria paralisação até sexta feira.

Esses representantes que participaram já deveriam ser os que formariam a comissão de mobilização (votado para existir na assembléia), mas como não tivemos tempo de fazer a eleição ou entrar em acordo com os estudantes ainda, participou quem tinha disponibilidade de tempo e já estava articulado desde o começo com as discussões (era uma reunião urgente).

Foi de acordo, logo no começo, que a o plebiscito será realizado na quarta e na quinta, em todos os campi, durante o período do almoço. As deliberações de ontem continuam valendo, exceto que o plebiscito não acontecerá na sexta feira, pois os cursos terão que utilizar o dia para se organizar e ir para São Paulo.

Para durante a semana, foi deliberado:

  • Terça feira – debate sobre como funciona uma assembléia e discutir o que deu de errado na última.
  • No decorrer da semana, debates com professores e pessoas ligadas ao movimento estudantil e oficinas para confecção de cartazes para sexta feira. Isso tudo respeitando a grade horária de cada curso.
  • Uma reunião depois da Assembléia dos Professores, com dois representantes por campus, às 15 horas, em São Paulo, para discutir o que ficou pendente (como será sexta feira, a questão do curso de Medicina como um todo não aderir ao movimento e principalmente, quais são os próximos passos com relação ao posicionamento dos professores determinado na assembléia). Esses representantes deverão devolver ao seu respectivo Campus, na quinta feira, tudo que foi discutido nessa reunião.

É importante ressaltar que todas essas atividades são sugestões para o decorrer da semana, com o objetivo de não deixar o movimento amortecido. Cabe a cada campus decidir se vai ou não fazer.

Para sexta feira:

  • Uma coletiva de imprensa antes de começar as atividades de sexta feira, com dois representantes por campus, em que explicaremos o que aconteceu e os nossos planos.
  • Ficou encaminhada duas propostas para sexta feira, que ficará decidido na reunião quarta feira: um ato silencioso mas que garanta visibilidade (ou por ter muita gente, ou por fechar a rua, etc). Seria silencioso por conta do GRAAC, que fica em frente à reitoria. Outra proposta é uma passeata com muito barulho, passando pelos principais prédios da UNIFESP São Paulo e chegar em frente à Reitoria fazendo silêncio.

Aguardem por mais novidades.

Diretório Acadêmico.

domingo, 20 de abril de 2008

REUNIÃO ONLINE (20/04, 17horas)

Foi marcada uma reunião online para discutir sobre os próximos dias. Algo interessante citado foram estratégias para não deixar o movimento morrer até sexta feira, onde ocorrerá nova paralisação por conta da assembléia e do plebiscito.

Sugestões como ir para a aula com nariz de palhaço, debates na hora do almoço ou depois da aula e outras pequenas intervenções que permitam, mesmo que com aula, manter o movimento forte.

DELIBERAÇÕES FINAIS DA REUNIÃO:

PLEBISCITO SEXTA FEIRA – 25/04
Proposta 01 – Que o plebiscito seja aberto apenas para funcionários, docentes e estudantes da universidade. Os votos dos estudantes seriam controlados a partir da lista de matricula e dos docentes e funcionários com a apresentação dos crachás.

Proposta 02 – Que tenha 4 urnas e 4 listas diferentes, pra estudantes a lista de matrícula, professores e funcionários o crachá e civis RG.

VOTAÇÃO – Proposta 01 ganhou com 11 votos.

O Plebiscito será realizado no decorrer da semana, com urnas em todos os campus e a representação de um membro do DCE responsável pela fiscalização.

ASSEMBLÉIA ROTATIVA
Proposta 01 - Assembléia de Sexta (25/04) seja em São Paulo e a próxima seja em Guarulhos.

Proposta 02 – Ato e Assembléia de Sexta sejam em Guarulhos.

VOTAÇÃO: Proposta 01 ganhou com 16 votos

REUNIÃO DE REPRESENTANTES QUARTA FEIRA (23/04)
Aprovada por consenso, essa reunião tem como objetivo ter um representante de cada curso.
Não ficou definido o local ou o horário desta reunião.

INDICATIVOS DA COMISSÃO MOBILIZADORA
Foi proposto uma nova reunião virtual no dia 21/04 às 10hr